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Michel contra o papel 2.0 #11 – Não julgue o livro pelo seu filme

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2 min de leitura


Isto aqui foi escrito em 2013. Provavelmente eu penso outra coisa hoje.

hobbit texto

Desde que tomei gosto pela leitura, descobri que muitos filmes dos quais eu gostava, haviam sido inspirados por livros. A relação filme versus livros sempre gerou muita polêmica, pois há quem odeie as versões cinematográficas dos seus livros favoritos e quem releve. Raríssimas pessoas adoram os mesmos.

É tão raro que assistimos uma película que retrate uma obra literária com máxima fidelidade, que sempre observamos com esperança e desconfiança a produção. Também pudera, é praticamente impossível transcrever um livro de quatrocentas páginas em um único filme. A diferença da linguagem entre as mídias não possibilita tamanha fidelidade entre as mesmas. Temos como exemplo claro o último filme da saga Harry Potter, divido em dois e também O Hobbit que de um único livro teremos três lindos, logos e maravilhosos filmes.

Mas tem filmes tão mal aproveitados como Percy Jackson e o ladrão de raios e Eragon. Um foi uma total deturpação da história enquanto o outro me cheira a orçamento estourado. Isso para não mencionar as péssimas adaptações de games para as telonas.

Por essas e outras que eu prefiro ver o filme antes de ler o livro, para que eu não me decepcione demais. Mas sejamos justos, como mídias bem diferentes, o livro tem a oportunidade de ser bem mais detalhado e trabalhar mais a nossa imaginação do que o filme que já nos entrega pronta o ponto de vista do diretor/autor/roteirista.

Portanto, conselho de amigo: assistam o filme primeiro para despertar o interesse pela obra. Ou não.

Até amanhã.

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