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Michel contra o papel #20 – A simetria

Os opostos se atraem?

Geralmente essa é uma máxima repetida exaustivamente pelo povo desde que me entendo por gente. Creio que possam até se atrair, mas não se mantêm unidos por tanto tempo.

As pessoas uma vez ou outra acabam se relacionando com pessoas diferentes, que pensam de outra forma, que agem de outra maneira, que possuem interesses diferentes. Porém quando não se têm um ponto de convergência, acabam se separando, até porque um certo nível de afinidade é necessário para se relacionar, nem que essa proximidade seja sanguínea. Talvez até por isso, irmão que são tão diferentes, que não gostam de quase nada em comum, ainda assim são íntimos.

Amizade então é outra coisa que acaba variando. Muitos pregam que amigo é aquela figura idealizada, quase um herói, que te escuta, te salva, te consola e sempre está com você. Já na vida real, percebemos que realmente existem os conhecidos, aquele vizinho que você dá bom dia todo dia, existem os amigos do trabalho, que tão simplesmente existem porque você convive com os mesmo mais do que com sua família, amigos da faculdade, amigos de infância, amigos para toda uma vida. Alguns vêm e vão, mas na prática são basicamente os mesmos, só com algumas diferenças sociais.

Inclusive no âmbito do coração, é necessário um ponto em comum, ninguém quer namorar consigo mesmo e nem com um completo desconhecido, mas uma boa dose de semelhança é até benéfica. Só quem já passou por isso, sabe como é ruim você não aguentar conversar cinco minutos inteiros com a pessoa amada pois ele(a) é um(a) tapado(a) ou é inteligente demais e você não entende patavinas.

O importante é achar um ponto em comum e algum ponto divergente para manter aquele ar de aventura, mistério ou chame do que quiser, para que a vida tenha graça. Paciência também é importante.

Mas todo esse papo de relacionamento é para dizer que acabo de dar um passo importante na minha vida: Estou noivo de uma mulher bem legal (chata pra cacete, mas quem não é?) e bem feliz.