Das demonstrações de amor

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· 4 comentários


Isto aqui foi escrito em 2011. Provavelmente eu penso outra coisa hoje.

Ele gostava dela. Muito. Só de pensar nela já começava a “bater uma suadeira”, com os amigos diziam. Seus pés não tocavam o chão, de tanta paixão dentro de si por uma pessoa.

Mas como a vida não é um filme de comédia, ela não acreditava nessa paixão toda. Achava falso, vazio. Flores, cartazes, chocolates, ligações, abrir a porta do carro… nada a convencia de que ele sentia algo relacionado a amor. “É só frescura, logo passa” dizia ela aos amigos, mesmo esses a contrariando veemente.

Até que um certo dia de domingo a campainha toca e ela o vê, um pouco suado, do lado de fora do portão. Ele carrega um pequeno pote em sua mão direita.

Ambos se olham sem dizer nada.

Ele estende a mão direita entre as grades do portão e mostra para ela o pequeno pote. Transparente e com um liquido branco viscoso.

Ela entende.

E estão juntos até hoje.

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4 comentários

  1. Mitch

    Porra!

  2. Kalixto

    Karaka!!! Muito Nelson Rodrigues isso! kkk

  3. margarida

    eita! ó que texto mais danado de bunito

  4. betopatux

    Pooooorra!!! (literalmente) … Medo de você, Wag!!

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