Morte Inesperada – parte 1

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· 1 comentário


Isto aqui foi escrito em 2009. Provavelmente eu penso outra coisa hoje.

Tiago um cara normal, daqueles que passam despercebidos na faculdade, que todo mundo conhece de vista mas nunca profundamente, simpático e invisível, boa gente para resumir, não sabe mas hoje ele vai morrer.

De manhã, antes de ir para a faculdade ele tomou suco de laranja ao invéz de café, não penteou o cabelo e usou a mesma roupa de ontem, ele estava feliz, o ar da manhã lhe parecia mais perfumado, quase sentindo o gosto doce proveniente das flores do jardim do campus. Sim. Ele estava apaixonado. E sim, ela não sabia. Ainda.

Na primeira aula, a chatisse de sempre, o professor de Engenharia Ambiental passava mais um slide enfadonho sobre o impacto das mudanças climáticas, meia luz, meia turma dormia, meia turma conversava, ninguém prestava atenção e Tiago pensava em suas meias. A capacidade de atenção de Tiago hoje era ligeiramente maior do que a de um equinodermo. Tudo lembrava ela, e ela lembrava a ele que hoje exporia seus sentimentos à ela.

Hora do intervalo, Tiago se dirigiu à biblioteca, onde Clarisse trabalhava meio período para ajudar a pagar a faculdade tão sonhada de letras. Ela sonhava em ser professora, em fazer pesquisas, quem sabe uma especialização em história. Gostava de música também, e como muitas meninas na sua idade, se interessava por coisas esotéricas e meninos. Um certo menino havia lhe chamado a atenção, ela sabia que ele se chamava Tiago pelo cartão da biblioteca, mas sempre manteve em segredo o seu interesse, por vergonha ou prudência talvez. Toda vez que Tiago aparecia ela ficava agitada e por vezes trocava os livros o que gerava algumas reclamações à seu respeito, mas nada muito grave.

Quando Tiago deixou sua mochila na estante destinada às mochilas da biblioteca, Clarisse deixou dois livros de direito cair, e quase que imediato veio a ajuda de Tiago e a bronca da supervisora. Clarisse ruborizou e voltou para trás do balcão. Tiago respirou, como Hortência antes dos lances livres e foi em direção ao balcão.

– Que horas você vai sair hoje? – Ele sabia, 17:00 como todo dia – Ah er… oi Clarisse.

Ele esquecera de cumprimentá-la e já tinha interrogado a menina, ao se dar conta da gafe ele sorri e coça a cabeça.

– Às 17:00, por quê? – Ao pensar em suas próprias palavras Clarisse considerou muito seca e dura sua resposta e tentou consertar – Alguma aventura em mente? Maravilha, quem nos dias de hoje ainda diz “aventura” dessa forma?

– Ah sim, é que eu queria ir no museu lá do centro, está rolando uma exposição sobre o descobrimento e pensei que você pudesse gostar de ir. Ela não sabia mas ele há muito havia reparado que ela sempre carregava um livro de história entre os de gramática e literatura.

-Ah,ok. Então, hoje, ok, 17:00 na frente da faculdade. Agora apesar de o ar-condicionado desregulado da faculdade que levava a todos à era glacial, Clarisse sentia muito calor a ponto de quase transpirar.

Aquele começo de tarde estava nublado e quando marcou 17:00 h algumas nuvens feias começaram a se aglomerar. Ele a viu descendo as escadas e seu coração disparou, o quê dizer? Como devo agir? Eram algumas das perguntas que passavam em sua cabeça quado ela lhe disse: – Vamos ou esperaremos D.Pedro nos buscar? Ele riu e ela também, e juntos atravessaram a rua, porém mal sabiam que estavam sendo observados…

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Um comentário

  1. Wagner Brito

    teste =D

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