Tropa de Elite

·

2 min de leitura

· 9 comentários


Isto aqui foi escrito em 2007. Provavelmente eu penso outra coisa hoje.

Quem ainda não viu esse filme, vá ver porque vale a pena! As críticas, no plural mesmo, pois mesmo por ser um filme relatando a visão de um policial do Bope, acho que ele é capaz e cumpre essa função muito bem de relatar e criticar o sistema como um todo e com todos os seus personagens. As críticas são destinadas ao papel dos universitários, à polícia convencional (militar) e ao Batalhão de Operações Especiais (Bope) frente ao tráfico de drogas e de armas que corre “livremente” nas favelas do Rio de Janeiro.
Em relação ao primeiro grupo de personagens, a crítica dirige-se ao papel financiador da classe burguesa (média e alta) para o tráfico de drogas ao comprar sua maconha e sua cocaína para ficar numa boa. Questionamentos a essa classe surgem em diversas cenas como a discussão em sala de aula sobre a instituição Polícia, seu papel financiador do tráfico e a passeata para lembrar a morte cruel de estudantes vítimas (?) do tráfico.
Para o segundo grupo de personagens, mostra a decadência de um sistema de segurança pública em que os policiais estão mergulhados na corrupção, que de tão enraizada já não tem como atuar por fora dela e isso resulta num conflito entre grupos policiais por zonas de influência e redes de comércio sujo. Dessa forma, é mostrado um Estado completamente decadente que não tem como passar segurança para a população, pois seus agentes são mal pagos, mal treinados e corruptos.
Há críticas ao Bope em cenas sutis, mesmo que as pessoas achem que não tenham por esse ser um filme baseado no relato de um agente de alto comando do Bope. A cena do cemitério, é um bom exemplo em que a bandeira do Bope fica em cima da bandeira do Brasil, assim, o Bope se mostra a partir do filme a cima do Estado!
É um filme que condiz com a realidade brasileira com toda sua violência, repressão, intolerância, alienação, corrupção e tortura.

compartilhar: Bluesky · Threads

← texto anterior
próximo texto →

9 comentários

  1. andré

    acabei de postar sobre o filme =P

  2. Monsieur Coçard

    só verei em dvd, alugado.
    por isso ainda não tenho opinião sobre o filme e o ufanismo acerca do mesmo.

  3. Carol

    então…na verdade não ligo muito para quem posta primeiro sobre algum assunto decorrente, aliás acho até bom que as pessoas estão escrevendo sobre assuntos em dia e que estão discutindo e mostrando suas opiniões. Queria dizer que li seu texto, gostei e não vou tecer mais comentários, mas se quiser que eu diga minha opinião depois vc me fala.

  4. Dika

    Estou esperando chegar nas locadoras hehe

    Bom, o bom é que mostra o lado real das coisas. E mostra também que o cinema Brasileiro está muito melhor e evoluído.

    Ps: Olha só, indiquei o Blá Blá Blá como “Vale a pena conferir”. 😉
    Gosto bastante do teu blog.

    http://digaoquequiser.blogspot.com

  5. Wagner

    Carol, ficou excelente a sua crítica sobre o filme.

  6. Lily

    eu tb vi e tb gostei!
    ainda mais pra mim, q moro no Rio, a coisa ficou bem real!
    foi um tiro certeiro nos núcleos mencionados no post!
    e qr saber? adorei!
    principalmente a parte da classe média-alta dos mauricinhos da puc!

    boa crítica!

    bjks

  7. Natália Nunes

    tá bom, tá bom, eu vou ver.
    🙂

  8. Lucia

    Olá, Passando pra conhecer o blog!
    Quero conferir esse filme há muito tempo… sou fã do trabalho do Wagner Moura e o tema é super polêmico… No fim das contas, contabilizando todas as boas e más críticas, o que acharam do filme? Vale mesmo a pena?

    Bjos

  9. Morganna

    bem. primeiramente tinha gostado do filme. ele te deixa intacto no sofá, cinema, seja lá onde se assistiu, até terminar. Depois li umas duas, três críticas sobre ele e acabei mudando de idéia. aliás, como diria um professore meu, só não muda de idéia quem não as têm.
    enfim. achei o filme, acima de tudo, violento. tá, é a relidade brasileira e talz. considerar o nascimento como herói? isso já é demais. o filme traz de bandeja e opinião pronta pra sociedade aceitar as torturas e a repressão como meio para “salvar” a si mesma. acabar a violência com violência?? Uhn? O.O’
    Tudo bem que seja a visão do BOPE, entretanto a sociedade, ainda, não está preparada pra poder discernir certas coisas.
    Como um amigo meu disse, o filme não quer pessoas discutindo o tráfico ou o que levou a surgir coisas no Brasil como o BOPE. Quer público.

Fala aí

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.