Blablaísmo

Blá blá de qualidade

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Bem, como prometido, aqui está o post sobre a Maria. Eu acredito que existe a possibilidade de acontecer isso quando a tristeza de Maria vira ódio. Claro, o que a Carol escreveu pode ser entendido de várias maneiras. Mas isso depende do leitor!

E vocês não acreditam a confusão mental que tive para criar um título! Criar título para post é igual a medicina oriental: parece simples, mas é muito complicado. Tem que ter uma visão holística, inspiração divina ou sei-lá-o-que para criar títulos! Pensei coisas do tipo: Quando Maria se revolta; A revolta de Maria; Maria com TPM; Pelo-amor-de-Deus, mulé, solta essa faca; Maria ah ah uh uh; até chegar em Maria mesmo.


Maria Inês


Meus amigos vou contar, eu vou contar para vocês

Uma historia muito triste, a história de Maria Inês
Era casada com Antônio. O Antônio de Muringa
Que tomava muita pinga e ficava trololó
Chegava em casa lhe enchia de porrada
Ficava toda inchada e o ódio começou a subir
Foi pra cozinha pegou a faca de corte
Tava cheirando a morte e ela começou a esfaquear
E cada golpe que Maria dava, lembrava de uma porrada
Que vivia a receber e cada corte que Maria fazia
Lembrava da agonia sua alma num vai esquecer

Matô, matô, matô pra se salvar

Pegô a mula que já estava bem velhinha
Foi bem de madrugadinha ela teve que fugi
E o delegado de Muringa era o Tonhão
O azar dessa Maria ele era do Antônio irmão
E ele foi atrás dessa muié muito mais pela vingança
Do que pela justiça e ela ficou de mutuca no morrinho
E quando o Tonhão passou, ela pulô no seu pescoço
Tirô a faca da cintura e furô aquele moço
Que era irmão do seu marido que acabara de matar

Matô, matô, matô pra se salvar

João Augusto era filho de Tonhão
Ficou muito indignado porque o seu pai se foi
E quem matou foi sua tia que um certo dia até que ele gostou
Pegou a arma do armário do seu avô
Era um bacamarte velho, muita vezes ele usou
E foi atrás de sua tia assassina, isso era a sua sina
Ele tinha que matar
Mas Maria, quando viu João Augusto, ficou paralisada e começou a rezar
E o muleque apontou na sua cabeça
A Maria viu a morte e começou a chorar
Mas a arma que João usava ela era muito usada e o gatilho emperrou
E antes que o rapaz pensasse, a Maria pegou a faca
E o esfaqueou.

Matô, matô, matô pra se salvar

E todo mundo da cidade de Muringa
Ficou com muito ódio da mulher que só matava
E os home se juntaram lá no morro
Eram mais de 30 cabra, tinha também uns cachorro
E foram atrás daquela mulher maluca que tava com o demo
Mais feroz que um cão, foi ela que matô João Augusto, o Antônio seu marido e também matô Tonhão
Encontraram ela lá no matagal fazendo uma fogueira
Pá comer um tal calango
Calango tango do calango da lacraia
Os home puxaram a faca pá matá Maria Inês

Maria Inês pegou a faca
Maria Inês pegou a faca
Maria Inês pegou a faca: me mato!
Ninguém me mata!
Pegô a faca na frente de todo mundo
E se matô cortando seu pescoço
E os home ficaram tudo olhando
E ficaram perguntando porque existe tanta dor

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